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As vozes que não se calam II.   Leave a comment

Vozes que não se calam II.

Vozes que não se calam II.

De maneira simples de entender e acima de tudo, sentir que isso é um tipo de iluminação que deve chegar a cada um, vou tentar passar para você uma prática que vale mais do que todo o dinheiro desse mundo.

Como todos somos diferentes, cada um tem seu tempo, tem seu momento e acredita-se que a pessoa precisa estar preparada para receber esse presente. Se não for hoje, pelo menos a semente estará plantada pronta para germinar. Mas, quando você estiver preparado, você dará ouvidos a essa conversa toda com certeza. Infelizmente, isso ocorre quando os anos chegam, quando passamos por um grande trauma, sofrimento ou perda. O ser humano é maravilhoso, mas vem com uns defeitos de fabricação em sua programação, daí, sua beleza.

O fato de estar lendo estas palavras, chegado até esse humilde blog já é um indício de que se não for a hora, pode ser um dos passos. Por ouvir uma primeira vez, pode ser que você não fixe ou não dê importância a essa balela toda.

Pois bem, na minha humilde ignorância e querendo ajudar alguém, posso falar da minha experiência. Comecei lendo o escritor Osho (é esse mesmo o nome dele, é uma abreviatura do seu nome que é Bhagwan Shree Rajneesh), um líder espiritual que toda sua trajetória não foi exatamente uma unanimidade, mas que, mesmo tendo morrido em 1990 aos 59 anos, é uma das 10 personalidades mais influentes do mundo ainda hoje.

O livro “Aprendendo a silenciar a mente” dá uma iniciação, uma familiarização de maneira simples do que seja a meditação. Normalmente, quando ouvimos falar em meditação, se pensa em alguém careca, zen que só come alface, algo inatingível nos nossos dias. Não é nada disso, meditação é para mim algo que deveria ser ensinado para a criança nas escolas desde os primeiros dias. Eu tenho três filhos e o de três aninhos já sabe algumas técnicas que ele usa sem precisar chamar a técnica desse bicho papão meditação. Se ele cai, está naquele momento chorando, ofegante, eu o pego no colo ou simplesmente chego perto e digo “respira nenên” e faço a respiração para ele imitar. Uma respiração profunda, mais espaçada que em segundos, ele está pronto para outra. Esse garoto quando adolescente ou adulto vai utilizar isso até nos momentos mais críticos de sua vida. Sua saúde física e mental com certeza terão diferença daqueles que nada sabem ou utilizam.

O ser humano moderno não sabe respirar ou não utiliza a capacidade respiratória plena de seus pulmões. Mesmo os atletas têm deficiência nessa questão. Sabemos também que a respiração deficiente é uma das maiores causas “escondidas” das mais variadas doenças. Se formos levar em consideração o meio ambiente em que vivemos, temos a certeza de que esse quadro é assustador e só a meditação pode amenizar isso.

A meditação não faz bem tão somente à saúde física, mas, principalmente, à saúde mental, à concentração, ao sentir o agora.

Para começar, você pode fazer este exercício simples. Tente separar 15 minutos do seu dia, não importa onde, horário, o importante é começar. Às vezes, notamos que uma certa timidez consigo mesmo é um impedimento para começar, não seja tímido. Eu sei que não é fácil ficar sozinho com essa pessoa que é você, mas, dê uma chance, você vai gostar de ficar com você. Se não gostar, é sinal de que precisa melhorar um pouquinho, imagine o que as outras pessoas que ficam com você podem sentir.

Vamos lá, recolha-se a um local onde possa ficar só ou que ao menos, não seja incomodado. Sente-se, recoste-se confortavelmente, não é para dormir, isso não é um relaxamento, é um encontro com você.

Ao sentar-se, olhe o ambiente suavemente, tenha consciência do ambiente, móveis, janelas, claridade ou não, sem mover a cabeça – só com os olhos. Feche levemente os olhos, sabendo onde você está, sinta como se os olhos fossem ficando pesados, como quando você está com sono até que eles fecham suavemente, sem formar expressões com os músculos do rosto.

Relaxe o músculo da língua, solte a língua, os lábios, sinta sua respiração querendo também um cantinho nessa calmaria. Comece a deixar sua respiração mais profunda, sem fazer força, após algumas respirações, você pode dar uma bocejada bem gostosa e talvez, respirações mais profundas.

Agora, respire profundamente contando até quatro, segure contando até quatro e solte bem devagar o ar dos pulmões na mesma contagem até quatro. Faça isso por umas quatro vezes, depois deixe que a respiração leve, um pouco mais profunda faça seu trabalho.

Nesse momento, vamos à parte mais difícil que é silenciar os pensamentos ou iniciar tentar diminuir os pensamentos. Tenha paciência e carinho com você acima de tudo. Pode acontecer de entrarem pensamentos que você nem imagina porque pensou naquilo, sinta como se estivesse entrando num cômodo da sua casa que você não conhecia, olhe cada canto com calma – os pensamentos que entram devem ser olhados com carinho e neutralizados de maneira tranqüila, você não pode se irritar com eles ou por causa deles. Agora você está numa dimensão onde você se olha, se sente e os mais variados sentimentos vão aparecer, não conteste nada, não julgue nada, você está ali apenas para contemplar, buscar o silêncio e com isso, a paz.

Importante: não tente controlar, não tente usar a força mental para parar os pensamentos. Além de frustrante, pode dispersar, não se iluda, a mente é indomável. Você pode trabalhar com ela, nunca contra ela – não existe “contra” nesse caso. Tenha um respeito carinhoso em relação à mente e trabalhe junto

Imagine um painel onde os pensamentos vem e vão e você calmamente diz a sua mente que aquele é um momento de descanso, de revigorar a mente. Não é fácil, até mesmo nesse momento, sua mente está fervilhando de pensamentos achando que vai ou não tentar ou até mesmo, conseguir. Como já disse, o importante é começar, mas, começar com a mente de uma criança, desprendido, inocente, atencioso, sabendo que está fazendo um bem que vale mais que mil remédios para sua saúde física e mental.

A continuidade desse hábito, a leitura, pesquisa e aprofundamento nessa arte são passos que você certamente tomará, se estiver pronto. Esse meu relato não tem a pretensão de ser uma regra científica já que não sou fisioterapeuta, nem formado em nenhuma ciência da área. Fiz um curso de meditação de dois dias com um especialista em meditação científica, Toni Luiz. Já li muito sobre esse assunto, sou praticante há 15 anos e posso dizer que isso salvou minha vida, não consigo enxergar como seria minha vida sem esse recurso. Considere apenas que seja uma dica de um amigo que experimentou algo bom, que foi agraciado com um presente e gostaria que todos sentissem esse mesmo bem estar.

Ah, mais um conselho: não desista, não deu para fazer hoje, não tem problema, faça amanhã. Está sem tempo, faça antes de dormir, mas não desista em dar esse carinho a você e por conseqüência, às pessoas que o rodeiam. Boa sorte e tudo de bom para você.

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Publicado 18 de novembro de 2008 por uiles em Uncategorized

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As vozes que não se calam.   Leave a comment

Vozes que não se calam.

Vozes que não se calam.

Você já parou para ouvir a bagunça que é nossa mente? Quantas vozes, quantos pensamentos, quantos sentimentos em número, importância e qualidades diferentes. É de se admirar o que isso faz quando nos deixamos levar por esses sentidos.

Já ouvimos falar que nossa mente é nosso maior inimigo em todos os sentidos, que ela é incontrolável e fazer com que ela trabalhe a seu favor, é o grande barato dessa nossa jornada chamada vida.

Só a menção/intenção de controlá-la já é certeza de derrota nessa intenção. É bom saber que para acessá-la, para que ela ouça e trabalhe a nosso favor é necessário estar num nível que ela te ouça ou pelo menos, perceba que nada saiu da normalidade dela. Falando assim, parece que estamos diante de uma entidade poderosa, inacessível e melindrosa. É isso mesmo! A natureza dela, semelhante à do corpo humano – controlado plenamente pela mente – faz com que ela tenha esse teor de Deus, uma lasquinha dos domínios de Deus, ninguém conseguiu explicar isso muito bem. Cada religião/cultura, tenta explicar, mas, o resultado disso é mais questionamento, um debate interminável. O importante para os mortais é conhecer/sentir seu aroma e ser amigo, tentar se unir ao máximo com sua essência e poder.

É preciso aprender primeiro a silenciar a mente e esse é um processo interminável em que se evolui, é possível familiarizar-se com o relacionamento onde há o consciente (o desperto, que está acordado) e o inconsciente (o adormecido/acordado, a programação indelével (ou quase)) onde se encontram os segredos do universo e da nossa paz. Não é aquela paz, a ausência de guerras/conflitos, é aquela semelhante a que Deus dá, daí, a mente ser divina.

Como fazer isso?
continua no próximo capítulo. 🙂

Publicado 18 de novembro de 2008 por uiles em Uncategorized

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