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Carta ao Exmo. Sr. Nosso Presidente – Vacinação de crianças   Leave a comment

Tela de envio com sucesso do site www.brasil.gov.br

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É com muito respeito e apreço que me dirijo à sua pessoa para suplicar sua ajuda em prol de um assunto muito, mas muito sério para a maioria das famílias do nosso querido país.

Tenho 3 filhos, o David de 13 anos, o Erick de 3 anos e 9 meses e o Mateus de 1 ano e 9 meses. Os dois menores ficaram doentes nesse último mês e quando fomos ao Pronto Atendimento do Hospital Beneficência Portuguesa de São Caetano do Sul, a pediatra, Dra. Cibele que nos atendeu, indagou sobre 4 tipos de vacinas que não constavam da vacinação regular que é dada gratuitamente nos postos de saúde. Para minha surpresa, essas vacinas só podem ser ministradas por instituições particulares que cobram por isso e cobram caro. O total dessas vacinas para os meus 3 filhos, sendo que o mais velho só precisa da Hepatite A, fica em R$ 1.401,00. Devido minhas condições financeiras atuais, não consegui vaciná-los. O governo não faz a vacinação gratuita dessa fase. As vacinas são: Meningocócica, Pneumocócica 7 valente, Varicela e Hepatite A. Os preços respectivamente: R$ 168,00/ R$ 260,00 / R$ 130,00 / R$ 95,00.

Minha sensação foi de ser refém, se ser chantageado, ou pago e vacino, senão, meus filhos podem contrair a qualquer momento uma dessas terríveis doenças. A pergunta que vem é: Onde está o direito da criança? Direito à saúde?

Tendo que vacinar meus dois menores com todas estas e o maior só com a de Hepatite A, o valor chega a R$ 1.401,00. Eu absolutamente, não tenho esse recurso no momento, a não ser que não coma ou não pague os compromissos básico como água, luz, telefone, condomínio… Hoje, a Eletropaulo corta a luz com mais de 20 dias de atraso, a empresa de celular, mesma coisa, a ordem é NÃO PAGOU, CORTA!! E assim é com tudo.

Imagine o Senhor, estar com seu filho à mercê de uma dessas 4 doenças perigosíssimas e a qualquer momento saber que eles estão infectados, daí o prejuízo e dor são maiores.

Sei da sua humanidade, da pessoa que eu acredito que é e sei também que o Senhor não concorda com isso. Sou um defensor do Senhor e do seu governo, votei no Senhor sempre que se candidatou e lamento que seu mandato tenha que parar, por isso, voto na pessoa que o Senhor tenha preparado e confie. Esse parágrafo não é uma “puxação de saco” para obter nada, é apenas MEU RESPEITO SINCERO E GRATIDÃO PELO ÚNICO GOVERNANTE QUE eu respeitei até hoje e que mudou esse país com feitos significantes que já entraram para a história do Brasil.

Na verdade, meu intuito com essa mensagem, que nem sei se chegará ao seu conhecimento, é para que o governo designe uma verba para que TODAS, TODAS as vacinas necessárias à criança até os 18 anos (sim, 18 anos, criança sim, é só olhar a saúde da periferia) seja TOTALMENTE DE GRAÇA E BEM SERVIDA PELOS ÓRGÃOS PÚBLICOS. É um precioso investimento na saúde que evitará muitas lágrimas e dores de pais e filhos em todo Brasil e mais, vai evitar que o governo gaste depois, tardiamente com resultados que nunca serão satisfatórios.

Para piorar este cenário, conversei com a pessoa responsável na empresa onde trabalho sobre convênio e eles não cobrem e muito menos reembolsam parte dos valores para as vacinas. Consegui um telefone de um órgão no Hospital das Clínicas que dizem que poderíam vacinar gratuitamente se fossem apresentadas recomendações médicas, um receituário simples de um pediatra.

Liguei para o tal número (11-3069-6392) e falei com um Sr. Feijó que me atendeu com muita educação e prontidão. Expliquei meu problema, ele pareceu entender perfeitamente, me orientou sobre horários e a recomendação médica que deveria apresentar me assegurando que “eles estavam lá para ajudar e que resolveriam o problema”.

Pois bem, minha esposa foi até lá com os três meninos e quando lá chegou, foi entrevistada por uma médica que para justificar que não iria vacinar as crianças alegou alguns bordões conhecidos e descabidos:
– “temos muito poucas vacinas”;
– “para receber uma determinada vacina, o paciente necessita ou ser portador da doença a ser evitada ou ter uma grande chance de contrair a doença pelo seu atual quadro médico” – “as normas da agência que cuida disso, o ministério da saúde, mantém na internet as normas e vocês podem ver lá. No portal do governo, entrando na área de saúde/vacinação, recebi a seguinte página:
http://www.brasil.gov.br/servicos/paracidadao/index_servicosProc/categoriaservico.2004-07-30.7718498280/154/

Conclusão: Só rindo… Quer dizer que eu tenho que ter a doença ou já estar nas últimas para receber a vacina. Onde fica a eficácia da função primordial da vacinação que é a medicina preventiva??? Lamentável, uma ofensa que fez minha família sentir como se estivesse lá pedindo uma esmola, parecendo estar em outro país pedindo um favor, uma caridade, como se não fosse direito do cidadão e obrigação do governo, cuidar dos seus cidadãos.

O pedido que faço ao Senhor é para acabar com essa dor que faz com que apenas as pessoas que tem dinheiro tenham seus filhos vacinados e os pobres e os “não tão pobres” que também são gente e tem direito à saúde e bem-estar. Geralmente, estes “não-tão-pobres” são esquecidos porque ficam entre a pobreza e a classe média e tem que se virar do jeito que dá. Muitos pais simplesmente não dão as vacinas e contam que Deus vá protegê-los. Por isso, peço seu empenho, a humanidade que despertou meu respeito por sua pessoa.

Desde já, agradeço muito respeitosamente. Obrigado!
Uiles Matos – São Paulo – Brasil.

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